
Ó rosa!
O príncipe perdoaria a dor dos teus espinhos
e até mesmo a ausência dos teus carinhos
a distância do teu aroma, do cuidado de te regar;
mas nunca, nunca! Outra mão a te afagar.
Pois fostes tu, ó rosa, quem foi cultivada
Por este príncipe que outrora te fez fada
Velou o teu sono com inigulável ternura
E que agora colhe apenas amargura.
Toda a escuridão ou falta da tua cor,
as larvas com sua nojeira e horror,
poderiam escorrer pelas mãos feito água,
mas nada, nada! Pode curar esta mágoa.
Tudo é invisível, o essencial está guardado.
Em outro jardim, não há mais o que ser regado.
Das pétalas aos espinhos, tanta formosura
sobram larvas e lembranças desta desventura.
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