Nós humanos, sempre em conflito com nós mesmos, numa busca contínua da concretização de nossas aspirações, muitas vezes não nos damos conta de que há muito mais além do que os olhos nos mostram ou do que o coração sente.
Esquecemos de provar o precioso cheiro das flores, de contemplar o céu com toda a sua linda imensidão azul, enfeitado pelas felpudas nuvens, nos oferecendo a sensação de paz que insistimos em não querer perceber.
Deixamos a pureza que nos habitou outrora em troca do novo vil modo de sobrevivência: a rotina materialista.
Um dia a vida já foi um brinquedo, cheia de cores e vida e carinho e inocência. A inocência que alimentava a vontade de querer viver para, a cada minuto, aventurar-se numa nova descoberta, como se aquele dia fosse o último.
Hoje muitos acham que não há mais o que descobrir. Não há mais o que amar. Mal sabem estes que o amor nasceu pra todos. E são exatamente estes que não nasceram para o amor.
Há também aqueles que conseguiram sentir o afago do mais belo dos sentimentos, mas, por entre desatinos ou por cegueira voluntária, aquilo que era afago virou solidão.
Solidão, saudade, escuridão, pranto...
Há que se reviver a pureza, há que brincar, há que cheirar, há que sentir, há que amar e amar e renascer para o amor... num voo eterno!
Neil Silveira
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